Dr. Henrique Salvador, a liderança que conduz e expande o legado do MaterDei

“O CEO não pode ser alguém inatingível, alguém inacessível, alguém que as pessoas não possam contar com ele no momento em que elas precisarem”.

No mês de novembro os participantes do Curso Vortex tiveram a oportunidade de mais uma sessão de mentoria com outro CEO de destaque do Brasil, o médico e presidente da rede Mater Dei de Saúde, Dr. Henrique Salvador. Durante a ocasião, os participantes puderam formular perguntas para que o líder premiado como uma das 100 personalidades nacionais mais influentes na Saúde, na categoria Qualidade e Segurança, propiciasse uma troca de experiências inspiradora.

A trajetória do Dr. Henrique e do MaterDei trazem lições para muitas lideranças e organizações tradicionais estruturadas em torno de grupos familiares. Entre tantas pautas abordadas na mentoria, o desafio de preservar o legado e o propósito humanizado do seu fundador, Dr. José Salvador, foi um destaque. A manutenção da característica inovadora da empresa, a evolução do negócio, o desenvolvimento de um seu plano de sucessão sustentável estruturado nos princípios do trabalho, crescimento e meritocracia (não se prendendo somente à hereditariedade ou à indicação de cargos), enriqueceu o processo de aprendizado de todos. A empresa já se prepara para a terceira geração de diretores, enquanto isso, a segunda geração não só aprimora o sucesso e a reputação do Mater Dei, como é responsável pela sua virtuosa expansão, conduzida com maestria pelo Dr. Henrique Salvador. A seguir alguns destaques da conversa do CEO com os participantes do Curso Vortex.

 

AMBIDESTRIA

Durante a conversa, Dr. Henrique tratou dos seus desafios como líder ao longo da carreira, sobre a relação da cultura organizacional com os empregados e particularmente com os médicos, que atuam nos hospitais da rede como profissionais liberais. Nesse contexto, destacou a necessidade de se impor com o estilo “agridoce” de liderar, lançando mão da sua ambidestria. Ou seja, ser firme e se posicionar com o que a empresa precisa e, ao mesmo tempo, tratar as temáticas com uma mensagem não agressiva, possibilitando que o profissional possa compreender racionalmente deveres, direitos e condições, e processar emocionalmente as demandas, fortalecendo o propósito de construir relações com as pessoas, conciliando interesses e cultura organizacional na forma de lidar com as individualidades, trazendo para um prisma coletivo, visando os objetivos do MaterDei.

 

GESTÃO ADMINISTRATIVA X DEFINIÇÕES DE INVESTIMENTO

Para que gestores da empresa possam minimizar os erros de investimento e maximizar os acertos na condução estratégica da organização, segundo o Dr. Henrique Salvador, o líder precisa estar profundamente envolvido com o seu setor. “Ter a visão da porta pra fora”, mantendo-se antenado com o que acontece com o setor e o mundo: experiências que deram certas e as que deram erradas, o que está sendo praticado em outras praças, observar o comportamento das pessoas, oportunidades de novos negócios, e a visão “da porta pra dentro”, mantendo uma estrutura financeira e instrumental que permitam desenvolver o negócio assertivamente, com pessoas qualificadas e ferramentas para realizar estudos, análise de investimentos, planejamento estratégico que contempla o que a empresa quer ser, o que precisa fazer para alcançar, mecanismos para viabilizar.

“O que mata a organização não é dívida, é caixa”

 

PERFIL DE LIDERANÇA

Segundo o Dr. Henrique, durante toda a sua trajetória e, principalmente neste momento delicado de pandemia, o exercício de algumas características necessárias às lideranças são fundamentais para as conquistas. O líder precisa demonstrar disponibilidade para suprir as demandas que chegam, conduzir processos com transparência, flexibilidade, empatia – capacidade de se colocar no lugar do outro, dedicação, disciplina, o que implica em acordos familiares e compreensão das pessoas que convivem com ele. Realizar uma boa gestão do tempo para cumprir o que se propõe também é um alicerce básico, até mesmo para compreender as limitações do que se pode fazer e “gostar de gente”.

“É preciso gostar de interagir com as pessoas”

Neste trecho gravado da sessão de mentoria, o Dr. Henrique Salvador responde a pergunta de um dos participantes e revela parte da sua ideia sobre o perfil necessário para um bom gestor. Princípios aprendidos, vivenciados, defendidos e colocados em prática. Confira.

 

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AFIRMAÇÃO NA PANDEMIA

Como a maioria das empresas, o MaterDei passou por dificuldades financeiras durante a pandemia, principalmente com a queda na realização de procedimentos eletivos, e também por grandes responsabilidades com pessoal e com a sociedade.

Para superar o momento e manter a sanidade da equipe, a rede precisou reestruturar seus cuidados de pessoal, oferecendo ainda mais atenção às pessoas, abrindo portas de acolhimento no RH da empresa para atender seus profissionais, com forma de descompressão das situações vividas no âmbito do trabalho e também nas relações pessoais. Como qualquer organização de saúde, o Mater Dei também precisou revisar processos, criar fluxos diferenciados para pacientes e profissionais para evitar os riscos de contaminação de covid-19, reforçar a estruturação interna e o investimento em insumos, fortalecer a segurança no ambiente hospitalar.

“Na pandemia podemos estar longe das pessoas, mas não distantes”

Além de cuidados internos, a rede também ofereceu respostas externas, assumindo uma responsabilidade como protagonista da saúde, realizando trabalho comunitário, informando a população. Essa proatividade até gerou novas oportunidades de negócio para suportar demandas externas, como as de governos, em forma de consultoria ou de condução de hospitais de campanha.

“As pessoas começaram a procurar o Mater Dei porque o Mater Dei era referência”

 

SUCESSÃO

Um dos segredos para conduzir bem a sucessão da empresa, na opinião do Dr. Henrique Salvador, trata da importância de “separar a casa do negócio” e da mobilização/motivação da família em torno do mesmo sonho, reforçando uma destacada característica de liderança. A importância das medidas de envolvimento dos filhos adotadas pelo patriarca e fundador do Mater Dei, o Dr. Salvador, são exemplos para os sucessores e lapidaram um modelo muito particular e bem-sucedido. O processo de sucessão no MaterDei é galgado na meritocracia dentro da própria família e em regras claras de ascensão, na representatividade e na preocupação de perenidade, com o foco na “passagem de bastão” em condições melhores do que recebidas do antecessor.

“Uma empresa familiar não é algo que eu herdo dos meus pais, mas alguma coisa que eu pego emprestado dos meus filhos. Sou guardião de um legado”.

O CEO também ressaltou que a possibilidade de realização profissional está ao alcance de todas as pessoas que trabalham na organização, com possibilidade de vislumbrar um plano de carreira, de desenvolvimento na própria empresa, mirando exemplos.

“Quem for do mercado, quem for da família, pode vir, desde que tenha meritocracia.”

 

FUTURO E TECNOLOGIA

O desafio da empresa frente aos novos avanços tecnológicos também foi pauta da mentoria. Segundo o Dr. Henrique Salvador, antes de o MaterDei implantar alguma solução tecnológica de alto impacto, a direção da empresa precisa chegar à conclusão genuína da necessidade de mudança. Em um momento de mudança do perfil dos hospitais ao universo digital, o CEO acredita que é preciso desenvolver líderes que pensem no curto e médio prazos, mas que também tenham a cabeça no futuro.

É preciso ter estrutura pra isso, ter orçamento pra isso, ter planejamento de inovação. Em momentos, como esse, é preciso investir mais em soluções inovadoras, com margem, inclusive, para alocar recursos para os erros.

Ainda de acordo com a visão do CEO, a adoção de novos recursos digitais para o atendimento não pode afastar o MaterDei das pessoas, é preciso “manter o DNA acolhedor” da empresa. O Dr. Henrique ressalta que a tecnologia “não é um fim em si mesmo, mas sim um meio” e que não pode permitir que a rede se distancie dos seus valores, seus princípios.

“A tecnologia é instrumento, mas o que conta no fim do dia é se você está entregando um serviço que gere valor na vida das pessoas”.

Em 2021 a vacina contra a covid-19 será um fato novo que irá movimentar o setor da saúde, algo impensável há alguns anos, contudo o fato demonstra a importância de o gestor se adaptar à realidade mantendo a empresa como “um ser dinâmico e em constante movimento”, como constata Henrique.

“Devemos ser inquietos e não nos acomodar. Ler, conversar, discutir, estudar, despertar a autonomia nas pessoas, acompanhar mecanismos de gestão, avaliando resultados. Estar aberto ao novo e buscando novas alternativas.”

 

A mentoria ainda contou com outras análises de cenário, respostas a particularidades de desafios vividos pelos  participantes em suas empresas e dicas práticas de atuação. A sessão foi bem recebida pelos participantes. Entre as reações, está o depoimento de Mariana Lustosa nas redes sociais:

 

 

 
 
 
 
 
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Uma publicação compartilhada por Mariana Diniz e Lustosa (@marianadlustosa)

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